quinta-feira, 19 de março de 2009

VALE A PENA LER....


Reflexões do Professor Medina Carreira

Nota: O Professor Medina Carreira, um dos mais capacitados economistas portugueses, sempre que fala, deixa o País a reflectir, estupefacto. Aqui deixamos a síntese de uma das últimas entrevistas que concedeu :
"Vocês, comunicação social, o que dão é esta conversa de «inflação> menos 1 ponto», o «crescimento 0,1 em vez de 0,6»....Se as pessoas soubessem o que é 0,1 de crescimento, que é um café por português de 3 em 3 dias... Portanto andamos a discutir um café de 3 em 3 dias...mas é sem açucar..."
"Eu não sou candidato a nada, e por conseguinte não quero ser popular. Eu não quero é enganar os portugueses. Nem digo mal por prazer, nem quero ser «popularuxo» porque não dependo do aparelho político!"
"Ainda ´há dias eu estava num supermercado, numa bicha para pagar, e estava uma rapariga de umbigo de fora com umas garrafas, e em vez de multiplicar «6x3=18», contava com os dedos: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7... Isto não é ensino... é falta de ensino, é uma treta! É o futuro que está em causa!" "Os números são fatais. Dos números ninguém se livra, mesmo que não goste. Uma economia que em cada 3 anos dos últimos 27, cresceu 1% em 2...esta economia não resiste num país europeu."
"Quem anda a viver da política para tratar da sua vida, não se pode esperar coisa nenhuma. A causa pública exige entrega e desinteresse."
"Se nós já estamos ultra-endividados, faz algum sentido ir gastar este dinheiro todo em coisas que não são estritamente indispensáveis? P'ra gente ir para o Porto ou para Badajoz mais depressa 20 minutos? Acha que sim? A aviação está a sofrer uma reconversão, vamos agora fazer um aeroporto, secalhar não era melhor aproveitar a Portela? Quer dizer, isto está tudo louco?"
"Eu por mim estou convencido que não se faz nada para pôr a Justiça a funcionar porque a classe política tem medo de ser apanhada na rede da Justiça. É uma desconfiança que eu tenho. E então, quanto mais complicado aquilo fôr..."
"Nós tivemos nos últimos 10-12 anos 4 Primeiros-Ministros: -Um desapareceu; -O outro arranjou um melhor emprego em Bruxelas, foi-se embora; -O outro foi mandado embora pelo Presidente da República; -E este coitado, anda a ver se consegue chegar ao fim e fazer alguma coisa..."
"O João Cravinho tentou resolver o problema da corrupção em Portugal. Tentou. Foi "exilado" para Londres. O Carrilho também falava um bocado, foi para Paris. O Alegre depois não sei para onde ele irá... Em Portugal quem fala contra a corrupção ou é mandado para um "exílio dourado", ou então é entupido e cercado."
"Mas você acredita nesse «considerado bem»? Então, o meu amigo encomenda aí uma ponte que é orçamentada para 100 e depois custa 400? Não há uma obra que não custe 3 ou 4 vezes mais? Não acha que isto é um saque dos dinheiros públicos? E não vejo intervenção da policía... Há-de acreditar que há muita gente que fica com a grande parte da diferença!"
"De acordo com as circunstâncias previstas, nós por volta de 2020 somos o país mais pobre da União Europeia. É claro que vamos ter o nome de Lisboa na estratégia, e vamos ter ,eventualmente, o nome de Lisboa no tratado. É, mas não passa disso. É só para entreter a gente..."
"Isto é um circo. É uma palhaçada. Nas eleiçoes, uns não sabem o que estão a prometer, e outros são declaradamente uns mentirosos: -Prometem aquilo que sabem que não podem."
"A educação em Portugal é um crime de «lesa-juventude»: Com a fantasia do ensino dito «inclusivo», têm lá uma data de gente que não quer estudar, que não faz nada, não fará nada, nem deixa ninguém estudar. Para que é que serve estar lá gente que não quer estudar? Claro que o pessoal que não quer estudar está lá a atrapalhar a vida aqueles que querem estudar. Mas é inclusiva.... O que é inclusiva? É para formar tontos? Analfabetos?"
"Os exames são uma vergonha. Você acredita que num ano a média de Matemática é 10, e no outro ano é 14? Acha que o pessoal melhorou desta maneira? Por conseguinte a única coisa que posso dizer é que é mentira! Está-se a levar a juventude para um beco sem saída. Esta juventude vai ser completamente desgraçada! "
"A minha opinião desde hà muito tempo é TGV- Não! Para um país com este tamanho é uma tontice. O aeroporto depende. Eu acho que é de pensar duas vezes esse problema. Ainda mais agora com o problema do petróleo. "Bragança não pode ficar fora da rede de auto-estradas? Não? Quer dizer, Bragança fica dentro da rede de auto-estradas e nós ficamos encalacrados no estrangeiro? Eu nem comento essa afirmação que é para não ir mais longe... Bragança com uma boa estrada fica muito bem ligada. Quem tem interesse que se façam estas obras é o Governo Português, são os partidos do poder, são os bancos, são os construtores, são os vendedores de maquinaria...Esses é que têm interesse, não é o Português!"
"Nós em Portugal sabemos resolver o problema dos outros: A guerra do Iraque, do Afeganistão, se o Presidente havia de ter sido o Bush, mas não sabemos resolver os nossos. As nossas grandes personalidades em Portugal falam de tudo no estrangeiro: criticam, promovem, conferenciam, discutem, mas se lhes perguntar o que é que se devia fazer em Portugal nenhum sabe. Somos um país de papagaios... Receber os prisioneiros de Guantanamo? «Isso fica bem e a alimentação não deve ser cara...» Saibamos olhar para os nossos problemas e resolvê-los e deixemos lá os outros... Isso é um sintoma de inferioridade que a gente tem, estar sempre a olhar para os outros. Olhemos para nós!
"A crise internacional é realmente um problema grave, para 1-2 anos. Quando passar lá fora, a crise passará cá. Mas quando essa crise passar cá, nós ficamos outra vez com os nossos problemas, com a nossa crise. Portanto é importante não embebedar o pessoal com a ideia de que isto é a maldita crise. Não é!"
"Nós estamos com um endividamento diário nos últimos 3 anos correspondente a 48 milhões de euros por dia: Por hora são 2 milhões! Portanto, quando acabarmos este programa Portugal deve mais 2 milhões! Quem é que vai pagar?"
"Isso era o que deveríamos ter em grande quantidade. Era vender sapatos. Mas nós não estamos a falar de vender sapatos. Nós estamos a falar de pedir dinheiro emprestado lá fora, pô-lo a circular, o pessoal come e bebe, e depois ele sai logo a seguir..."
"Ouça, eu não ligo importância a esses documentos aprovados na Assembleia...Não me fale da Assembleia, isso é uma provocação... Poupe-me a esse espectáculo...."
"Isto da avaliação dos professores não é começar por lado nenhum. Eu já disse à Ministra uma vez «A senhora tem uma agenda errada» Porque sem pôr disciplina na escola, não lhe interessa os professores. Quer grandes professores? Eu também, agora, para quê? Chegam lá os meninos fazem o que lhes dá na cabeça, insultam, batem, partem a carteira e não acontece coisa nenhuma. Vale a pena ter lá o grande professor? Ele não está para aturar aquilo... Portanto tem que haver uma agenda para a Educação. Eu sou contra a autonomia das escolas. Isso é descentralizar a «bandalheira»."
"Há dias circulava na Internet uma noticía sobre um atleta olímpico que andou numa "nova oportunidade" uns meses, fez o 12ºano e agora vai seguir Medicina... Quer dizer, o homem andava aí distraído, disseram «meta-se nas novas oportunidades» e agora entra em Medicina... Bem, quando ele acabar o curso já eu não devo cá andar felizmente, mas quem vai apanhar esse atleta olímpico com este tipo de preparação... Quer dizer, isto é tudo uma trafulhice..."
"É preciso que alguém diga aos portugueses o caminho que este país está a levar. Um país que empobrece, que se torna cada vez mais desigual, em que as desigualdades não têm fundamento, a maior parte delas são desigualdades ilegítimas para não dizer mais, numa sociedade onde uns empobrecem sem justificação e outros se tornam multi-milionários sem justificação, é um caldo de cultura que pode acabar muito mal. Eu receio mesmo que acabe."
"Até hà cerca de um ano eu pensava que íamos ficar irremediavelmente mais pobres, mas aqui quentinhos, pacifícos, amiguinhos, a passar a mão uns pelos outros... Começo a pensar que vamos empobrecer, mas com barulho... Hoje, acrescento-lhe só o «muito». Digo-lhe que a gente vai empobrecer, provavelmente com muito barulho... Eu achava que não havia «barulho», depois achava que ia haver «barulho», e agora acho que vai haver «muito barulho». Os portugueses que interpretem o que quiserem..."
"Quando sobe a linha de desenvolvimento da União Europeia sobe a linha de Portugal. Por conseguinte quando os Governos dizem que estão a fazer coisas e que a economia está a responder, é mentira! Portanto, nós na conjuntura de médio prazo e curto prazo não fazemos coisa nenhuma. Os governos não fazem nada que seja útil ou que seja excessivamente útil. É só conversa e portanto, não acreditem... No longo prazo, também não fizemos nada para o resolver e esta é que é a angústia da economia portuguesa."
"Tudo se resume a sacar dinheiro de qualquer sitío. Esta interpenetração do político com o económico, das empresas que vão buscar os políticos, dos políticos que vão buscar as empresas... Isto não é um problema de regras, é um problema das pessoas em si... Porque é que se vai buscar políticos para as empresas?> É o sistema, é a (des)educação que a gente tem para a vida política... Um político é um político. E um empresário é um empresário. E não deve haver confusões entre uma coisa e outra. Cada um no seu sítio. Esta coisa de ser político, depois ministro, depois sai, vai para ali, tira-se de acolá, volta-se para ministro...é tudo uma sujeira que não dá saúde nenhuma à sociedade."
"Este país não vai de habilidades nem de espectáculos. Este país vai de seriedade. Enquanto tivermos ministros a verificar preços e a distribuir computadores, eles não são ministros! Eles não são pagos nem escolhidos para isso! Eles têm outras competências e têm que perceber quais os grandes problemas do país!"
"Se aparece aqui uma pessoa para falar verdade, os vossos comentadores dizem «este tipo é chato, é pessimista».... Se vem aqui outro trafulha a dizer umas aldrabices fica tudo satisfeito... Vocês têm que arranjar um programa onde as pessoas venham à vontade, sem estarem a ser pressionadas, sossegadamente dizer aquilo que pensam. E os portugueses se quiserem ouvir, ouvem. E eles vão ouvir, porque no dia em que começarem a ouvir gente séria e que não diz aldrabices, param para ouvir. O Português está farto de ser enganado! Todos os dias tem a sensação que é enganado!"

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

VILA SECA E A SUA HISTÓRIA

Sendo eu, como sou, natural de Vila Seca de Armamar, tenho natural interesse pela minha terra, pelo seu presente, pelo seu passado, pelas suas culturas, pelas suas gentes etc. etc.
Foi na busca de referências sobre Vila Seca, que, na página da Câmara Municipal de Armamar, na internet (http://www.cm-armamar.pt/) encontrei um texto, que considero muito importante, sobre Vila Seca.
Dado o grande interesse que o referido texto tem, tanto para os naturais de Vila Seca como para todas as pessoas em geral, que, com o objectico de tornar mais divulgado a mais conhecido, que aqui se transcreve:

"Vila Seca

Situada a nordeste de Armamar, a freguesia de Vila Seca é das mais extensas em área no Município.
Vila Seca foi couto de instituição senhorial, depois couto eclesiástico da Sé de Lamego. Foi vila e cabeça de Concelho, referido no Cadastro de 1527 como sendo constituído apenas pela povoação de Vila Seca. O Marmelal, actualmente povoação da freguesia, era na altura lugar do termo e vila de Armamar.
Vila Seca teve tribunal, casa da Câmara, cadeia e pelourinho. O Concelho foi extinto no período constitucional (1863) e passou a freguesia do Concelho de Barcos. Com a extinção passou a fazer parte do Concelho de Armamar.
O lugar da ancestral povoação seria no sítio do Outeiro, uma pequena elevação a poente. No entanto, também a norte e até ao alto do Marmelal surgiram diversos vestígios arqueológicos que provam ocupação remota desses locais: lagares cavados na rocha, necrópoles, cerâmica e moedas do período romano são alguns exemplos. Na desaparecida povoação de Vila Chã, no lado oposto ao alto do Marmelal, foram também recolhidas peças de cerâmica e moedas.
A freguesia de Vila Seca está situada numa zona marcadamente duriense. Não é pois de admirar que grande parte da produção agrícola seja o vinho e o azeite. Em tempos o cultivo dos cereais também teve alguma expressão.
Na primeira metade do século XX, com a instalação em Vila Seca do primeiro hospital do Município, muitos médicos recomendaram a aldeia como excelente local de veraneio e descanso para quem quisesse fugir à vida agitada e poluição das cidades. Com boas águas, bons ares, paisagens verdejantes em volta, os rios Douro e Tedo ali perto e mais ao longe a vista da Serra do Marão, Vila Seca depressa ficou famosa e no verão muitas famílias escolhiam o local para férias.
A igreja matriz, de invocação ao Divino Espírito Santo, terá sucedido a um templo mais antigo, a capela da Sra. do Ervedeiro. Do património de Vila Seca fazem ainda parte a capela da Sra. do Leite, junto do cemitério, a capela de Nossa Sra. da Conceição (1863) situada na Quinta de Castelo Borges, o Palácio dos Viscondes de Valmor (com diversos elementos emblemáticos dos palacetes de finais do século XVIII), e ainda, à entrada da povoação, um edifício de finais do século XVIII que terá sido residência de D. Luís da Silva, par do Reino.
Figuras de relevo na freguesia foram os irmãos beneméritos José e António Rodrigues Cardoso que fizeram fortuna no Brasil. A eles se ficaram a dever as obras de captação de água e construção do fontanário no Cimo da Vila, o calcetamento da rua principal, a construção da escola e do hospital com asilo e creche.
O Marmelal, segunda povoação da freguesia, foi um dos primeiros concelhos de Armamar. Teve foral no ano 1194.
Durante séculos a povoação não tinha nenhum acesso por terra, sendo o rio Douro a única via de contacto com o exterior.
O Marmelal é visita obrigatória, mais que não seja, para poder desfrutar do quadro paisagístico que dali se vislumbra: o rio Douro ao fundo, com a foz do rio Tedo que a ele se junta enquadrados pela beleza dos socalcos de vinhas onde se cultivam as uvas para produção dos excelentes vinhos do Douro e Porto.
Digna ainda de referência é a capela da Sra. das Neves mesmo no centro da povoação.
PAI CALVO
A sul do Marmelal, e por baixo da Fraga do Gato, existem umas ruínas de casas de xisto, casas de
habitação e lagares. São as ruínas de Pai Calvo. Aqui terá existido antigamente uma quinta (Quinta de Paicalvo), também conhecido por “Eiras de Pay Calvo”.
A ocupação do lugar deve remontar a meados do século XVII, altura em que os vinhos do Douro começaram a ser exportados com sucesso e a viticultura duriense se começou a expandir. A história deste lugar está portanto ligada à história do cultivo da vinha no Douro.
No século XVIII Pai Calvo era lugar de destaque na estrutura vitivionícola duriense. Nas demarcações pombalinas de 1757 a Quinta de Paicalvo foi incluída na “zona provável de feitoria”, a segunda melhor classificação, a seguir à de Feitoria.
Sendo uma quinta produtora de vinhos de grande qualidade não seria de esperar vê-la hoje deserta, onde só as paredes de xisto permanecem para perpetuar a memória do lugar. A desertificação de Pai Calvo ficou a dever-se à praga da filoxera que devastou o Douro e provocou um “virar de página” na história da região".

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

DIA DOS NAMORADOS

14 de Fevereiro, mais um dia em honra de S. Valentim, ao qual está associada a comemoração do dia dos namorados, em que se celebra o amor entre casais, se fazem trocas de presentes, amor e romantismo.
Como já vem sendo habitual, em Figueiros comemora-se o dia dos namorados com muito fervor.
A Sociedade Cultural, Recreativa e Desportiva, associa-se a este acontecimento organizando um jantar muito especial em que irão participar muitos casais.
Não falte... Faça já a sua inscrição!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

PASSAGEM DE ANO EM GRANDE

A passagem de ano 2008/2009, na Sociedade de Figueiros, foi um sucesso, com muita alegria, bebidas, animação e boa disposição.
Até cerca das 05,00 horas da manhã do dia 1 de Janeiro, decorreu na Sociedade de Figueiros a passagem de ano 2008/2009, animada pelo conjunto musical "Elsa e Marina", que se apresentou
com novo cenário, novos equipamentos e novas musicas, proporcionando grande alegria e animação a todos os presentes.
Também do ponto de vista gastronómico, não podia ser melhor, com muita e boa comida, muitos doces, queijos, frutas e grande variedade de bebidas.
Para o próximo cá estamos!!!






quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

PASSAGEM DE ANO EM FIGUEIROS


PASSAGEM DE ANO 2008/2009.
Se pretende ter uma passagem de ano muito divertida, com muita animação, boa comida, bebida e não gastar muito dinheiro, passe o Ano em Figueiros.

- CONJUNTO MUSICAL: ELSA E MARINA;

EMENTA:

- ENTRADAS: Variadas;

- PRATOS QUENTES:
* Sopa de Peixe
* Bacalhau assado no forno com batata assada;
* Lombo de porco recheado c/queijo e fiambre, acompanhado com arroz.

BUFFET:
* Gambas
* Sapateira
* Presunto
* Queijos
* Frutas
* Doces

CEIA:
* Caldo Verde
* Filhós
* Café

BEBIDAS:
* Vinhos
* Sumos
* Águas
* Espumantes
* Digestivos

Preços: Sócios c/quotas em dia - 25,00 euros
Não Sócios ..................... - 30,00 euros
Crianças dos 6 aos 12 anos - 10,00 euros

OBS: Data limite de inscrições, 28 de Dezembro de 2008, Sociedade C. D. R. de Figueiros ou
para os telefones 934 253 483 / 966 418 388 / 917 071 705

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

ANO NOVO

Tal como se celebram tantos outros acontecimentos, no fim de cada ano, celebra-se o terminus de um ano e o início de outro. Por isso a designação também usada de "passagem de ano".
No próximo dia 31 de Dezembro, à meia noite, celebra-se o fim do ano de 2008 e o início de 2009.
A esta celebração também se dá o nome de "réveillon", termo oriundo do verbo réveiller, que em português significa "despertar", neste caso significará despertar para um novo ano.
Ao contrário do Natal, cuja comemoração tem como característica tradicional a sua celebração em família, onde todos se juntam na "ceia de consoada" e se procede à troca de presentes, o Ano Novo é normalmente celebrado em ambiente de grande animação, com música e dança, onde não falta o espumante, o bolo rei, as passas e fogo de artifício.
Por altura da passagem de ano, fazem-se projectos e formulam-se desejos de um Novo Ano com muita saúde e muita prosperidade.
É também esse o desejo que aqui deixo para todos os visitadores deste blogue: Feliz Ano de 2009, com muita saúde, paz e prosperidade.
Marques Soares

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

O NATAL

O Natal está aí!

Estamos a pouco mais de um mês para se festejar o Natal.

Parece por isso oportuno aqui falar um pouco sobre o Natal, para que não se esqueçam de comprar as prendinhas que fazem a felicidade da pequenada, e dos adultos também!!!

O Natal surge como o aniversário do nascimento de Jesus Cristo, Filho de Deus, sendo actualmente uma das festas católicas mais importantes.

Nem sempre se comemorou o Natal, foi em meados do século IV d.C. que se começou a festejar o nascimento do Menino Jesus, tendo o Papa Júlio I fixado a data no dia 25 de Dezembro, já que se desconhece a verdadeira data do seu nascimento.

Uma das explicações para a escolha do dia 25 de Dezembro como sendo o dia de Natal prende-se com o facto de esta data coincidir com a Saturnália dos romanos e com as festas germânicas e célticas do Solstício de Inverno, sendo todas estas festividades pagãs, a Igreja viu aqui uma oportunidade de cristianizar a data, colocando em segundo plano a sua conotação pagã.

Alguns lugares optaram por festejar o acontecimento em 6 de Janeiro, contudo, gradualmente esta data foi sendo associada à chegada dos Reis Magos e não ao nascimento de Jesus Cristo.

O Natal é, assim, dedicado pelos cristãos a Cristo, que é o verdadeiro Sol de Justiça (Mateus 17,2; Apocalipse 1,16), e transformou-se numa das festividades centrais da Igreja, equiparada desde cedo à Páscoa.
Apesar de ser uma festa cristã, o Natal, com o passar do tempo, converteu-se numa festa familiar com tradições pagãs, em parte germânicas e em parte romanas.
Sob influência franciscana, espalhou-se, a partir de 1233, o costume de, em toda a cristandade, se construírem presépios, já que estes reconstituíam a cena do nascimento de Jesus. A árvore de Natal surge no século XVI, sendo enfeitada com luzes símbolo de Cristo, Luz do Mundo.

Uma outra tradição de Natal é a troca de presentes, que são dados pelo Pai Natal ou pelo Menino ependendo da tradição de cada país.
Apesar de todas estas tradições serem importantes (o Natal já nem pareceria Natal se não as cumpríssemos), a verdade é que não nos podemos esquecer que o verdadeiro significado de Natal prende-se com o nascimento de Cristo, que veio ao Mundo com um único propósito: o de justificar os nossos pecados através da sua própria morte.

Nesses tempos, sempre que alguém pecava e desejava obter o perdão divino, oferecia um cordeiro em forma de sacrifício. Então, Deus enviou Jesus Cristo que, como um cordeiro sem pecados, veio ao mundo para limpar os pecados de toda a Humanidade através da sua morte, para que um dia possamos alcançar a vida eterna, por intermédio dele, Cristo, Filho de Deus.
Assim, não se esqueçam que o Natal não se resume a bonitas decorações e a presentes, pois a sua essência é o festejo do nascimento daquele que deu a sua vida por nós, Jesus Cristo.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

11 DE NOVEMBRO - DIA DE S. MARTINHO

LENDA DE SÃO MARTINHO e Verão" de S. Martinho
O dia de S. Martinho comemora-se no dia 11 de Novembro.
Diz a lenda que quando um cavaleiro romano andava a fazer a ronda, viu um velho mendigo cheio de fome e frio, porque estava quase nu.
O dia estava chuvoso e frio, e o velhinho estava encharcado.
O cavaleiro, chamado Martinho, era bondoso e gostava de ajudar as pessoas mais pobres.
Então, ao ver aquele mendigo, ficou cheio de pena e cortou a sua grossa capa ao meio, com a espada.
Depois deu a metade da capa ao mendigo e partiu.
Passado algum tempo a chuva parou e apareceu no céu um lindo Sol.

PROVÉRBIOS POPULARES (S. MARTINHO)
- No dia de S. Martinho vai à adega e prova o teu vinho.
- Mais vale um castanheiro do que um saco com dinheiro.
- Dia de S. Martinho fura o teu pipinho.
- Do dia de S. Martinho ao Natal, o médico e o boticário enchem o seu bornal.
- Pelo S. Martinho mata o teu porquinho e semeia o teu cebolinho.
- Se o Inverno não erra caminho, tê-lo-ei pelo S. Martinho.
- Se queres pasmar teu vizinho lavra, sacha e esterca pelo S. Martinho.
- Dia de S. Martinho, lume, castanhas e vinho.
- Pelo S. Martinho, prova o teu vinho, ao cabo de um ano já não te faz dano.
- Pelo S. Martinho mata o teu porco e bebe o teu vinho.
- Pelo S. Martinho semeia favas e prova o vinho.
- Pelo S. Martinho, nem nado nem cabacinho.
- Água-pé, castanhas e vinho faz-se uma boa festa pelo S. Martinho.

ADIVINHAS:
1- Tenho camisa e casaco
Sem remendo nem buraco
Estoiro como um foguete
Se alguém no lume me mete

2- Se me rio... de mim sai uma donzela
Mais donzela do que eu
Ela vai com quem a leva
Eu fico com quem me deu

3- Qual a coisa qual é ela
Tem três capas de Inverno
A segunda é lustrosa
A terceira é amargosa

4-Tem casca bem guardada
Ninguém lhe pode mexer
Sozinha ou acompanhada
Em Novembro nos vem ver

Soluções:
1- Castanha
2- Ouriço

3 - Castanha
4- Castanha

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

FESTA DAS ADIAFAS

Até ao próximo dia 19 de Outubro de 2008, decorre no Cadaval, a festa das adiafas.
Neste evento, organizado pela Câmara Municipal do Cadaval, participam, além de agricultores, expositores, produtores e vendedores do Concelho, as Juntas de Freguesia e colectividades, sendo que a Sociedade Cultural, Despotiva e Recreativa de Figueiros ali está representada como se mostra através das fotos.
Esta é uma festa que decorre com muita qualidade, diversão e animação, que merece ser visitada.
Não esqueça, até ao próximo domingo!!! É certo que vai gostar!









quarta-feira, 8 de outubro de 2008

"DICA"

Juntamente com palavras de apreço sobre este blogue - que desde já agradeço - recebi de um leitor umas "dicas" para acrescentar ao que aqui se escreveu sobre Vila Seca, mais concretamente sobre o seu antigo hospital e o médico (Dr. Nelson), que durante vários anos, de forma assidua e muito humanamente ali atendeu e prestou cuidados de saúde a tanta tanta gente, a quem salvou duma morte prematura, ou, se se preferir, prolongou a vida.
Lembra então este leitor que deve aqui ser registado que os tratamentos e cuidados de saúde então prestados pelo referido médico se baseavam quase exclusivamente no seu saber sobre as ciências da medicina, dado que não dispunha dos meios complementares de diagnóstico e terapêutica que hoje existem, nomeadamente análises clínicas e raios x, sem os quais actualmente os médicos quase não sabem fazer diagnóstico e menos ainda tratamentos.
É verdade o saudoso Senhor Dr. Nelson identificava e tratava os problemas de saúde através da sua observação directa, apalpação, queixas e sintomas que lhe eram manifestados pelos pacientes, dado que ali não existiam meios complementares de diagnóstico. Eram outros tempos e outros saberes - digo eu!

terça-feira, 30 de setembro de 2008

MARMELAL E SUAS PAISAGENS

Quando, em 02-09-2008, aqui escrevi e publiquei imagens sobre a freguesia de Vila Seca, referi, como se impunha(!), que a povoação do Marmelal integra aquela freguesia. Mais referi que o Marmelal dispõe de muitos motivos de interesse e paisagens impares sobre o Rio Douro, que justificam uma visita pausada.
Na verdade não publiquei qualquer imagem porque delas não dispunha. Agora recebi de um leitor atento e meu amigo pessoal (José Alberto Cardoso Rodrigues Paiva, a quem saúdo e agradeço), algumas fotos ilustrativas, que não hesito em divulgar e que na verdade só confirmam o que sobre o Marmelal se escreveu.
Já agora, sabendo eu que o Marmelal tem do seu passado uma história muito curiosa e rica, de que certamente os seus naturais se orgulham, lanço o desafio para que o meu amigo ou outros me enviem relatos dessa história de modo a aqui ser publicada e divulgada.

(Vista sobre o Marmelal)

(Vista geral sobre o Marmelal)

(Vista do Marmelal sobre o Rio Douro)

(Vista do Marmelal sobre o Rio Douro)

(Vista do Marmelal sobre a Folgosa do Douro)

(Vista do Marmelal sobre a Folgosa do Douro)

(Vista do Marmelal Sobre o Rio Douro - Covelinhas)

terça-feira, 23 de setembro de 2008

FIGUEIROS PARTICIPA NA FESTA DAS ADIAFAS NO CADAVAL

De 11 a 19 de Outubro próximo, vai decorrer a Festa das Adiafas no Cadaval. Este é um evento já com tradição, mas que ano após ano vai sendo cada vez mais enriquecido e apreciado. Dada a sua elevada qualidade e animação é também, cada vez mais conhecido, divulgado e participado.
À semelhança de anos anteriores, é com muito gosto que a Sociedade Cultural, Desportiva e Recreativa de Figueiros, participa neste evento, com um restaurante, que estará devidamente identificado, onde os visitantes terão a possibilidade de saborear alguns dos pratos gastronómicos mais saborosos da região, aguardando-se por isso muita procura por parte dos visitantes.
Não falte!!!

sábado, 20 de setembro de 2008

PARA UMA PESSOA MUITO ESPECIAL

Muitos parabéns, muitas felicidades e muitos anos de vida.
Dia de aniversário: 20/09/2008
____________xxxxxxxxxxxxxx_____________
Com que então caiu na asneira
De fazer anos a um sábado
Trinta e quatro anos! Que tolo!
Ainda se os desfizesse...
Mas faze-los não parece
De quem tem muito miolo!
Não sei quem foi que me disse
Que fez a mesma tolice
Aqui no ano passado...
Agora o que vem, aposto,
Como lhe tomou o gosto,
Que faz o mesmo, Coitado!
Não faça tal; porque os anos
Que nos trazem? Desenganos
Que fazem a gente velho.
Faça outra coisa; que em suma
Não fazer coisa nenhuma,
Também lhe não aconselho.
Mas anos, não caia nessa!
Olhe que agente começa
Às vezes por brincadeira,
Mas depois se se habitua,
Já não tem vontade sua,
E fá-los queira ou não queira!
João de Deus

terça-feira, 16 de setembro de 2008

NÂO FAÇAM MAIS INVESTIGAÇÔES

Foi hoje conhecida a decisão judicial de condenar o Estado português a pagar vinte mil euros ao Senhor Pinto da Costa, por prisão ilegal aquando da investigação judicial sobre o processo "apito dourado".
Há pouco tempo foi também conhecida a decisão judicial de indemnizar em cerca de cinquenta mil euros o Senhor Paulo Pedroso, por prisão ilegal aquando da investigação do processo "Casa Pia".
Parece pois que estamos perante um novo fenómeno no âmbito das decisões judiciais que condenam o Estado por erros nos processos de investigação.
Na verdade, pessoalmente, nada me move contra ou a favor do Srs. Paulo Pedroso e Pinto da Costa, mas move-me o interesse de saber até onde vai esta nova "moda" de condenar o Estado português por prisões ilegais ou erros nas investigações, e a verdade é que todos nós portugueses, que trabalhamos e pagamos impostos, temos grandes razões para nos preocupar com estas decisões, porquanto o valor das indemnizações é pago por todos nós, sim porque o Estado somos todos nós. E se o montante destas duas indemnizações só por si talvez não seja motivo suficiente para o Governo lançar um qualquer novo imposto ou agravar os impostos já existentes para proceder ao seu pagamento, já o mesmo não será de pensar se a moda pega, ou seja, se a seguir às decisões de indemnização ao Senhores Pinto de Costa e Paulo Pedroso se seguirem outras decisões deste genero.
Imagine-se que o Estado venha a ser condenado a pagar indemnizações à Senhora Fátima Felgueiras, ao Senhor Major Valentim Loureiro, ao Senhor Isaltino Morais, ao Senhor Carlos Silvino, ao Senhor Carlos Cruz e outros, por certo terá que ser criado um novo imposto para pagar tanto dinheiro de indemnizações, por isso, talvez seja mais acertado parar já a investigação e considerar todos absolvidos.

PRIMEIRO ANO DE VIGÊNCIA DA NOVA LEI PENAL

Decorrido que está um ano sobre a reforma dos Códigos Penal e de Processo Penal, natural seria que todos sentíssemos os seus efeitos positivos, afinal as reformas visam melhorias inequívocas, de contrário não valerá a pena operar reformas! Mas infelizmente não é isso que se verifica, na verdade o que se verifica é, cada vez mais criminalidade e consequentemente mais insegurança. Parece evidente para toda a gente - menos para os nossos governantes - que a reforma penal não foi bem feita e por isso merece uma avaliação negativa por parte de muitos magistrados. Ao estabelecer critérios mais rigidos para a prisão preventiva, o novo Código potencía a sensação de impunidade.
Contrariando este sentimento aparece o "iluminado" Ministro da Justiça, Senhor Alberto Costa, sustentando como prova o facto de "só na primeira quinzena de Setembro os juízes decretaram a prisão preventiva de 62 arguidos", como se isto provasse alguma coisa! Senhor Ministro, por favor não queira deitar areia para os olhos dos portugueses, assumam as responsabilidades e respectivas consequências. Será caso para dizer: "Cego não é apenas quem não vê, mais cego é aquele que não quer ver"!